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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

rua da toranjeira perfumada


rua da toranjeira perfumada
onde o sol se encosta
amarelo e quente
e os gatos as mulheres os velhos pescadores
trespassados pelos raios apolíneos
vencidos de sonhos adiados
regurgitam ao sol
fervilhando o sangue
e as fímbrias gastas
dos pesares da vida

domingo, 8 de agosto de 2010

ressonâncias






ó ria da minha aldeia
brilhando na tarde calma
cada brilho do teu corpo
brilha dentro da minh´alma

sim, soam em mim
os versos de Pessoa
talvez pelo tom dolente
ou por algum eco remanescente

mas a ria da minha aldeia
tem sangue vivo em cada guelra
e por ela desliza
pitada a pitada
a vida



quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Praia de Outono





águas do mar sereno
onde eu banhei
areal solitário e manso
por onde caminhei

breve o inverno virá
e uma tempestade,
o mar galgará dunas
 destruirá casas

estes são os dias cálidos
e a praia calma
do outono fugidio